segunda-feira, 30 de março de 2015

Árvore de Natal: Exploração e Produção do Petróleo

O petróleo, recurso natural, fonte energética mais utilizada no mundo é também um combustível fóssil, ou seja, encontra-se em grandes profundidades, pois ele é o resultado da decomposição de fósseis de animais e vegetais sob alta pressão e temperatura.
Pela necessidade de buscá-lo em locais tão profundos, foi necessário que a tecnologia se desenvolvesse para dar suporte à extração, facilitando-a e garantindo a produtividade do petróleo. Desse modo, criaram-se equipamentos que dinamizam as etapas de exploração e dentre eles, podemos ressaltar a Árvore de Natal.
Ela recebe este nome devido ao seu formato – normalmente de crucifixo, por causa do posicionamento das válvulas – que quando cobertas de neve, se assemelham a uma árvore de natal.
A árvore de natal é um equipamento usado na fase de completação, ou seja, garante a segurança e a produtividade do poço após a perfuração, permitindo a produção ou introdução de fluídos no mesmo. É usado na principal etapa de exploração do petróleo: a extração. 

Nessa etapa, introduz-se um tubo de aço no poço, o convencionalmente chamado de revestimento, e depois, outra tubulação de menor diâmetro, por onde o petróleo é extraído. Na superfície do poço, encontra-se a arvore de natal, composta por válvulas tipo gaveta, que controlam a vazão e pressão do poço, seja na superfície ou submerso.
Fala-se em explorações de completação seca quando a árvore de natal está localizada acima da superfície do mar. Nesse tipo de completação, a árvore de natal utilizada (seca) é localizada no topo do riser da plataforma. Riser é um tubo usado para encapsular equipamentos de perfuração em operações submarinas. Em explorações on shore – feitas na superfície – é comum usar a árvore de natal convencional (ANC), que é composta por válvulas e a conexão da árvore ao poço se dá por meio dos risers.
Completação molhada, por sua vez, é quando a cabeça de poço e a árvore de natal encontram-se no fundo do mar. A árvore de natal molhada (ANM) que é comumente usada em explorações off shore – explorações submersas – possui botões, ao invés de válvulas, que podem ser controlados remotamente. As ANC’s são instaladas sobre a cabeça de poço.
Assim, torna-se inviável a produção e exploração de petróleo sem a tecnologia dos equipamentos, como a árvore de natal. Confere segurança, praticidade e dinamismo à exploração, tanto do petróleo, quanto do gás natural.

Thaíny Sodré
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

sexta-feira, 20 de março de 2015

MERCADO PARA O ENGENHEIRO DE PETRÓLEO


O mercado de petróleo está em constante ascensão, desde tempos remotos, porém, com a descoberta do pré-sal, um leque de possibilidades foram abertas. “A Petrobras é a principais empregadora e deve absorver grande número de profissionais nas atividades de exploração e produção, com destaque para aqueles que atuam nas áreas ligadas à perfuração e construção de poços nos campos do pré-sal”, diz Arthur Martins Barbosa Braga, coordenador do curso de Engenharia de Petróleo da PUC-Rio. Nos próximos anos o mercado deve concentrar 285 mil novos profissionais na área de exploração, sem mencionar as demais áreas.
O Rio de Janeiro, onde fica a Bacia de Campos, com grandes reservas petrolíferas, concentra a maior parte da indústria do setor no país e, por isso, apresenta as melhores oportunidades de trabalho. Mas São Paulo (Santos) e Espírito Santo (Vitória) devem ganhar peso com a exploração de campos do pré-sal, sem mencionar outros estados como Amazônia, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia que produzem um volume considerável de óleo.
Dentre as várias áreas de atuação possíveis para o engenheiro de petróleo, destacam-se: prospecção de reservatórios, extração de petróleo e gás, desenvolvimento de equipamentos, transporte e distribuição de petróleo e gás, refino e comercialização.
O salário inicial de um engenheiro de petróleo, depende da sua carga horária, inicialmente de R$ 4.068,00 por 6 horas diárias (fonte: Crea-SP). Segundo dados da Catho, só no RJ, onde se encontra as melhores oportunidades para quem trabalha na área, o engenheiro de petróleo é o primeiro no ranking dos maiores salários dentre as engenharias, com a média de remuneração de R$ 14.036,29.


Emirlayne Carmo
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E A PRODUÇÃO MAIS LIMPA

O petróleo é muitas vezes visto como um inimigo do meio ambiente, assim como a mineração e outros processos. É cada vez mais necessário o cuidado com o planeta Terra, e ao falar em emissão de gases de efeito estufa e gerenciamento de resíduos, a indústria do petróleo fica sob os holofotes da opinião pública mundial. Para uma melhor gestão ambiental, é necessária uma maior eficácia no uso de matérias-primas, através da não geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados em todos os processos produtivos, em especial o petrolífero.  Esse é o conceito de Produção Mais Limpa e, se aliado à indústria do petróleo, permite um aumento da eficiência econômica, da competitividade e lucratividade das empresas.
 Um resíduo comumente citado na produção de petróleo é a água produzida, subproduto da extração de petróleo a qual vai gradativamente aumentando seu volume à medida que os poços vão envelhecendo e que novos poços são perfurados. Essa água produzida é a fase líquida que é gerada num poço de produção misturada à fase de óleo e/ou gás da operação de produção. Para a disposição final dos resíduos é encontrada uma dificuldade no tratamento da água, já que ela é principalmente composta por produtos químicos tóxicos, sais inorgânicos e metais pesados.
 Algumas pesquisas foram feitas para Produção Mais Limpa para o reuso da água produzida, tais como:
●     Controles tradicionais na produção de água: controlar a produção de água e recuperar o potencial produtor do poço;
●     A água produzida pode ser descartada adequadamente: tratamentos básicos de acordo com a legislação vigente, como remoção de óleo residual, de gases, de sólidos suspenso e eliminação de bactérias;
●     Utilização da AP nos processos de injeção para recuperação secundária: realizado um tratamento preliminar da água para compatibilidade com água da formação;
●     Melhoria na qualidade injetada: adequação a zona de injeção, uso de polímeros e tratamento de zonas produtoras pode contribuir para a diminuição no volume da água produzida e em maior produção de óleo;
●     Utilização para irrigação: após tratamento adequado, a AP para irrigação pode suplementar as reservas de águas de regiões de baixo índice pluviométrico.

Algumas dessas técnicas podem ser indicadas como de alto custo, mas com certeza evitarão gastos futuros muitas vezes desnecessários, e gerarão lucro. Na realidade, a redução de resíduos deve estar contida na operação da empresa. As empresas que aderem ao modo de Produção Mais Limpa e as compreendem de forma adequada têm reconhecimento tanto na esfera social e ambiental quanto na esfera econômica, e ficam a frente de outras no cenário industrial. 

Helena Fróes
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Qualificações necessárias para trabalhar como engenheiro de petróleo

A engenharia de petróleo é um curso muito procurado em algumas partes do Brasil. Esta procura tem como principais motivos o alto salário que a profissão oferece e a descoberta do Pré-Sal que no futuro necessitará de uma grande quantidade de funcionários da área. Mas para seguir a profissão, aqui vão algumas observações sobre o que se deve saber antes de escolher a profissão:

1- Disponibilidade para viagens:

Se você é aquela pessoa que detesta viajar, seja de barco ou de avião, engenharia de petróleo não é aconselhado. Por ter que trabalhar em algumas plataformas que são longe de casa ou embarcado, é necessário fazer pequenas viagens. Além de estar sempre disponível para as empresas, caso sejam necessários os seus serviços em determinado local, podendo até ter que sair do país.

2- Saudades de casa:

Como consequência do 1º item, a saudade de casa e da família será um costume. Em algumas plataformas, alguns tipos de engenheiros têm que trabalhar embarcado, passando 14 dias em serviço e 21 dias em casa. Esse tempo varia de uma empresa para outra.

3- Mente aberta para outras culturas:

Em empresas internacionais de petróleo, você encontrará pessoas de todas as culturas. É comum ouvir em palestras de profissionais da área, que você deve ter sempre a mente aberta para pessoas de outros países que tem um costume diferente do seu, e nunca tenta impor hábitos que para você seja comum.

4- Saber inglês:

Inglês é a língua mais falada em todo o mundo e em empresas internacionais é obrigatório o conhecimento da língua. Afinal, você precisará se comunicar com pessoas de vários países, e a boa comunicação é essencial. Não é obrigatório um inglês avançado, mas um nível que te permita entender conversas e diferentes sotaques.

5- Gostar de desafios e solucionar problemas:


Um espírito de liderança é muito desejado pelas empresas de qualquer área, e petróleo não fica fora deste item. Um engenheiro tem que solucionar vários tipos de problemas, e de preferência, de forma que a empresa gaste menos dinheiro. Além da grande quantidade de desafios que a área exige.

6- Ser comunicativo e saber trabalhar em grupo:

Em várias entrevistas de emprego, observará que precisará participar de uma entrevista e de trabalhos em grupo. Trabalhe bastante sua comunicação e a capacidade de fazer apresentações, será bastante requisitada. Apesar da capacidade de liderança ser olhada com bons olhos pelos chefes, o engenheiro deve saber trabalhar em grupo, criar e manter um bom ambiente de trabalho e ouvir opiniões dos outros colegas.
Se você atende a todos estes itens, ou acha que poderá atender a todos até o final do curso de graduação, engenharia de petróleo pode ser sua área ideal. Aconselho também que antes de entrar no curso, procure entrevistas e matérias sobre a profissão na internet. Engenharia de petróleo é uma área muito promissora, mas para o profissional que está bem preparado.


Raphael Vasconcelos 
Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA