Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Geopolítica do Petróleo

A geopolítica do petróleo remete a dinâmicas políticas e cenários que se referem ao principal recurso natural da atualidade, o “ouro negro”, responsável por diversos conflitos político-ideológicos, e até mesmo guerras. A versatilidade do uso dos derivados do petróleo, como na geração de energia, na produção de plástico, solventes, tintas, etc., intensifica a realização de buscas por novas jazidas no mundo, buscas estas feitas especialmente pelos países desenvolvidos, que apresentam um elevado consumo e cujas reservas territoriais não satisfazem a demanda interna, ocasionando a forte importação. É nesse aspecto que a situação torna-se delicada. O petróleo, símbolo de progresso e riqueza das nações desenvolvidas, não fornecia aos países com as maiores reservas os mesmos benefícios. 

- A Europa e o Oriente Médio -
Pensar no Oriente Médio ao se falar em petróleo é quase automático. A região, extremamente rica em óleo, passou a ser extremamente explorada no final do século XIX por nações europeias; a cobiça foi estimulada pelo imperialismo vigente, e os países europeus buscavam dominar economicamente essas nações, e assim ampliar seus mercados e se apossar de suas reservas petrolíferas. Essa expansão e exploração massiva é responsável por agravar disputas territoriais e étnico-culturais que se vêem atualmente,visto que as fronteiras dos países da região do Oriente Médio- especialmente os países localizados no Golfo Pérsico-  foram bastante alteradas, conforme a necessidade de se produzir mais petróleo aumentava, e até mesmo o caminho para se transportar o óleo até o continente europeu foi também simplificado através do canal de Suez.
- Os Estados Unidos-

Passada a segunda guerra, a dominação antes exercida pelos países europeus sobre os países do oriente médio passa agora a ser exercida pelos EUA, que em meados do século XX teve um crescimento exponencial devido a produção petrolífera interna (que teve um grande desenvolvimento no fim do século XIX com uma grande contribuição de John Rockfeller), a evolução industrial e a acordos feitos durante a guerra. Os governos orientais sofreram grande influência dos norte-americanos, e medidas foram tomadas para que as petroquímicas estadunidenses penetrassem a região. Como consequência desse processo, pode-se citar: intervenções militares no Iraque,no Kwait e na Líbia. Vale ressaltar também que a região também era de interesse dos EUA devido a sua influência na Guerra Fria.
- A Guerra do Yom Kippur-
 Foi nesse contexto de Guerra Fria que em 1973, Israel, Egito e Síria conflitaram-se. Israel possuía apoio americano, enquanto a Síria era suportada pela ex-URSS, e Israel possuía regiões antes pertencentes ao Egito e a Síria, conquistadas na Guerra dos Seis Dias. Como retaliação, Egito e Síria aliaram-se e atacaram Israel no feriado de Yom Kippur. Mas quais as consequências dessa guerra no mundo do petróleo? Acontece que a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também “atacou” o mercado de exportação, boicotando os estados aliados a Israel, elevando o preço dos barris e bloqueando suas produções. Esse episódio ficou conhecido como o primeiro choque do petróleo, e causou o pânico e uma procura desesperada por petróleo não-árabe nos países desenvolvidos.
Como pode-se notar, a sede por controlar o mercado do petróleo ocasionou no decorrer da história do mundo conflitos, alterou fronteiras, e ceifou vidas, revelando uma realidade confusa e muito ligada a economia. Com a descoberta da camada de pré-sal no Brasil, as atenções mundiais se voltaram ao país, e não se pode afirmar como a sua exploração influenciará nas relações diplomáticas globais num futuro próximo, o que pode-se fazer, portanto, é aguardar uma realidade com certeza diferente da atual.


David de Sousa Cabral
Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Curso de Completação de Poços: INSCRIÇÕES ABERTAS.





Estão abertas as inscrições para o Curso de Completação de Poços que será oferecido pelo Capítulo Estudantil SPE UFBA.

As aulas serão ministradas por Lucas Góes, Professor da Universidade Petrobras.

O curso ocorrerá nos dias 29 DE MARÇO, 5 e 12 de ABRIL *de 2014.

Aproveite os Preços Promocionais do último Lote.

Inscrições e mais informações:www.capitulospe.ufba.br/curso

*Devido ao choque de agenda dos responsáveis pelo curso, este teve sua data alterada.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Completação De Poços: INSCRIÇÕES ABERTAS!



Estão abertas as inscrições para o Curso de Completação de Poços que será oferecido pelo Capítulo Estudantil SPE UFBA.

As aulas serão ministradas por Lucas Góes, Professor da Universidade Petrobras.

O curso ocorrerá nos dias 29 DE MARÇO, 2 DE ABRIL e 12 de ABRIL *de 2014.

Aproveite os Preços Promocionais do 3º Lote.

Inscrições e mais informações:www.capitulospe.ufba.br/curso

*Devido ao choque de agenda dos responsáveis pelo curso, este teve sua data alterada.

domingo, 8 de dezembro de 2013

O que são campos maduros?

Por definição campos maduros são campos que já estão em estado avançado de exploração, e é marcado pelo declínio da sua produção. Ou seja, o poço já atingiu o seu pico de exploração e agora encara um decaimento produtivo. Podemos ver na figura abaixo um exemplo de um campo de produção no Canadá. De acordo com essa definição, após o pico por volta de 1968 o campo ganhou o status de maduro.
Curva de produção no tempo

Além dessa, na literatura há diversas formas de definir um campo maduro, tais como:

· Próximos do seu limite de viabilidade econômica;

· Já produzem a pelo menos 10 anos;

· Com potencial para utilização de técnicas especiais de recuperação: térmica, gasosa ou química.

Um critério de análise que deve deixar mais claro, é o fator de recuperação (FR). Isto é, a taxa de extração de petróleo de um reservatório. Em números, se um poço tem o potencial de 10 milhões de barris e tem um FR de 20%, somente 2 milhões conseguem ser extraídos. Assim, um poço recém furado contando com a pressão interna inicial possui FR variando entre 10% e 20% e vai decaindo com o passar do tempo de produção devido a diminuição da sua pressão interna. Uma forma de reverter essa diminuição é a injeção de substâncias para aumentar a pressão. Assim a partir deste momento o campo já pode ser considerado maduro.

sábado, 11 de maio de 2013

Engenharia de Petróleo: Mapeamento das IES brasileiras

O SPE Student Chapter UFBA divulgou hoje os primeiros resultados do Mapeamento das Instituições Ensino Superior (IES) na Área da Engenharia de Petróleo no Brasil. O estudo, ainda em fase inicial, pretende reunir informações sobre todos os programas de graduação e pós-graduação em petróleo fornecendo subsídios para criação de uma rede de integração entre esses estudantes. 

“O primeiro passo para criar subsídios para integração dessas instituições é saber onde elas estão e como elas funcionam.” 

O estudo está utilizando a plataforma e-MEC, um sistema eletrônico do Ministério da Educação que permite o acompanhamento dos processos que regulam a educação superior no Brasil. 

A primeira fase da pesquisa, que pretendia identificar todas as IES com o curso de Engenharia de Petróleo e/ou Engenharia de Petróleo e Gás, determinou que no Brasil existem 43 instituições cadastradas no MEC, nessa modalidade de graduação, sendo 4 extintas e 39 em atividade. Dessas 39 ativas, apenas o Centro Universitário FACEX (UNIFACEX) do Rio Grande do Norte e o Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (UNIMSB) do estado do Rio de Janeiro foram excluídos da pesquisa, por não apresentarem informações sobre o curso em suas mídias digitais e/ou por contato telefônico. 

Observa-se ainda que, tendo em vista as limitações da plataforma, não foi possível identificar as Universidades que possuem Engenharia de Petróleo como uma habilitação, como é o caso da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde a habilitação de Petróleo está inserida no curso de Engenharia de Minas, e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde está inserida em Engenharia Mecânica, entre outros.