terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Plataformas de Petróleo

Vivemos em um cenário onde o céu é o limite, e em terra ou no mar temos algumas criações que nos proporcionam atingir o tal desejado petróleo, as Plataformas de Petróleo. Estas que são dividas em modo geral, como plataformas onshore, e plataforma offshore, são mega estruturas fixas ou moveis responsáveis pela perfuração de poços ou produção do petróleo.
As plataformas onshore são responsáveis pela extração do petróleo em terra. Os métodos mais comuns são: Perfuração por percussão e Perfuração por rotação. No primeiro são utilizados pedaços pesados de metal que vão sendo “martelados” para irem perfurando a rocha, até chegar ao local desejado. Já no método rotativo, o mais utilizado hoje em dia, utiliza-se uma broca abrasiva que está em constante rotação. As plataformas offshore são responsáveis pela extração do petróleo no mar. São elas: 
- Plataformas fixas - estrutura pioneira da categoria, capaz de abranger aproximadamente 300m de lamina d’água. São projetadas para receber todos os equipamentos de perfuração e produção, mas não possui estocagem de óleo ou gás, tendo que leva-los para o solo através de oleodutos e gasodutos respectivamente.
- Plataforma Auto Elevável - Possuem pernas quem podem ser acionadas mecânica ou hidraulicamente até atingir o fundo oceânico. Logo após a fixação, inicia-se a elevação da plataforma acima do nível do mar. Moveis, rebocadas por navios até o local exato para iniciar a perfuração. Tem um limite de 5 a 130 metros.
- Plataformas Semissubmersíveis – Apoiadas sobre flutuadores submersos, estas se localizam através de posicionamento dinâmico ou hidráulico. Utilizada em águas profundas, com o retorno do fluido através dos riser.
- Navios-sonda - plataforma utilizada em águas muito profundas, projetado para a perfuração de poços submarinos e produção do óleo. Seu posicionamento é dado através de Gps, o que anula a possibilidade do movimento pelo efeito dos ventos e das mares. O FPSO e o SC lancer são os tipos mais conhecidos.

Jameson Magno Sousa Santos
Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PETRÓLEO E A GESTÃO EMPREENDEDORA



O empreendedorismo se caracteriza pela criatividade e habilidade em desenvolver ideias, além de aperfeiçoar projetos e, especialmente na indústria, torná-los mais lucrativos. Para isso, o empreendedor assume riscos financeiros. Ele constantemente busca novas soluções, novos caminhos, negócios e oportunidades, sempre pensando em aprimorar seus produtos.
Na indústria do petróleo não é muito diferente. Há sempre a possibilidade de encontrarmos novas maneiras de otimizar processos e a produção, e isso põe qualquer empresa a frente no mercado. Com a descoberta do pré-sal no Brasil, por exemplo, há uma grande movimentação no setor, e a constante melhoria nas técnicas de produção é um grande fator para elevar ainda mais o país como potência energética. A gestão empreendedora na indústria do petróleo é bastante aplicada, por exemplo, no aproveitamento dos materiais no refino, a fim de evitar perdas no processo e com isso fazer um bom gerenciamento de resíduos (o que é bom tanto no ponto de vista ambiental quanto no lucro da empresa em si).
Em abril deste ano, alguns engenheiros debateram sobre o tema no “Workshop Inova Petro” em São Paulo, juntamente a profissionais interessados em incrementar suas estratégias de negócio. Para sistemas de inspeção e instalações marinhas do petróleo, foi discutido o uso de câmeras para verificação do ambiente marinho onde haverá exploração, e também o uso de sistemas para detecção de vazamentos e danos nas tubulações. Estes sistemas podem retornar a checagem com imagens, a fim de tornar a solução de problemas mais rápida e eficaz.

O ramo do petróleo não cai na monotonia ou na mecanização do profissional, até porque cada poço tem suas propriedades, suas características e nenhum é igual ao outro. Cada dia é um novo desafio, e o mercado está em constante expansão. Saber lidar com isso e querer fazer a diferença na sociedade e no universo petrolífero demonstra uma verdadeira visão empreendedora, estimulando o progresso econômico, tecnológico e o compromisso social.

Helena Fróes
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A importância do petróleo na história

O petróleo tem sido por décadas a principal fonte de combustível da humanidade. Possui uma enorme participação na história, influenciando o desenvolvimento de países, guerras e nas relações internacionais. O primeiro poço moderno foi perfurado no ano de 1846 no Azerbaijão, e desde então, tem sido crescente a sua relevância histórica. Por tudo isso citarei superficialmente alguns acontecimentos ligados direta ou indiretamente ao petróleo.

1-  A Guerra do Golfo teve início em 1990, entre o Iraque e o Kuwait na região do Golfo Pérsico, e acabou envolvendo também os Estados Unidos e alguns países do Oriente Médio. O Iraque tinha como objetivo anexar o Kuwait ao seu território e controlar o petróleo da região.

2 - A primeira guerra mundial pôs em evidência toda a importância estratégica do petróleo. Pela primeira vez foram usados o submarino com motor diesel e o avião como nova arma. Começou então a transformação do petróleo como material de guerra e o uso generalizado dos seus derivados. O governo americano a partir daí, passou a incentivar empresas do país a operarem no exterior.

3 - De acordo com o ranking da Fortune Global 500, que tomou como base o lucro e faturamento das empresas, podemos estabelecer uma importância do petróleo para o crescimento da empresa e do país.

1º Royal Dutch Shell – Inglaterra
2º Walmart – Estados Unidos
3º Exxon Mobil – Estados Unidos
4º Sinopec Group – China
5º China National Petroleum – China
6º BP (British Petroleum) – Inglaterra
7º State Grid – China
8º Toyota Moto – Japão
9º Volkswagen – Alemanha
10º Total – França
25º Petrobras – Brasil

Das 10 maiores empresas do mundo, apenas a 2ª (Walmart) não está ligada direta ou indiretamente ao mercado do petróleo. As outras são empresas que atuam na extração, refino e distribuição, ou são empresas que atuam na fabricação de automóveis, que em sua maioria, usam o petróleo como combustível.

4- O Oriente médio é a região com maior número de reservas provadas no mundo, tornando a comercialização deste produto a principal fonte de economia para os países desta região. Os países têm tanto lucro com a extração e venda do óleo, que é possível observar um enorme crescimento de cidades em um pequeno intervalo de tempo. Dubai é uma das cidades que demonstram o poder do petróleo para a economia e desenvolvimento.

Até há bem pouco tempo, o Dubai não passava de um deserto. Hoje é maior cidade dos Emirados Árabes Unidos e é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, vanguardista e luxuosa, com enormes arranha-céus e largas avenidas.       











 A quantidade de petróleo que um país produz é determinante para o crescimento da economia do país. Atrás deste crescimento, alguns países travaram batalhas e muitos morreram atrás da riqueza que o óleo pode trazer. Sabemos que é uma fonte energética limitada, e que um dia acabará. Por isso alguns países já começam a alternar para outras formas de energia. Mas enquanto ainda existe, é uma certeza que o petróleo continuará mudando países, fronteiras e vidas.


Raphael Vasconcelos 
Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

domingo, 14 de dezembro de 2014

A Geologia do Petróleo

A geologia do petróleo é o estudo que interpreta os eventos geológicos responsáveis pela formação do valioso óleo. O conhecimento científico dos geólogos os permitem reconstituir as condições de formação do petróleo, o que condiciona a exploração, prospecção e estudo de viabilidade econômica de produção e das diversas origens e composições dos hidrocarbonetos. O petróleo, líquido de inúmeras utilidades, é explorado mundialmente. É composto essencialmente de  Carbono e Hidrogênio, apesar de haver pequenas parcelas de outros átomos como nitrogênio, enxofre, etc. Quanto a sua origem, há evidências que este composto é formado da decomposição da matéria orgânica proveniente da superfície terrestre que se sedimentou em regiões anaeróbicas. A técnica mais utilizada por geólogos para se localizar jazimentos de petróleo são as pesquisas sísmicas. Contudo, para entender essa técnica, é necessário antes entender como o petróleo é armazenado. Os hidrocarbonetos ficam aprisionados em rochas permeáveis e porosas chamadas de Rocha Reservatório. Acima dessa camada sedimentar há uma camada rochosa impermeável chamada de rocha capeadora, além de diversas camadas de solo, que dificultam a migração do óleo até a superfície, como pode ser visto na imagem abaixo:                      
Dito isto, a técnica que funciona como um “raio-x” da terra (similar a um ultrassom) funciona através da medição dos tempos que ondas sísmicas levam ao atravessar as camadas rochosas. O método divide-se em dois tipos: o de Refração e o de Reflexão. Por definição, “[...] A refração baseia-se na refração imposta a uma onda que atravessa dois meios diferentes, consoante os meios em causa a refração será maior ou menor. A reflexão baseia-se no fato de que o tempo de propagação de cada tipo de formação geológica é diferente, logo o eco medido nos “microfones” tem tempos de chegada característicos para cada tipo de formação.” (PROSPECÇÃO DO PETRÓLEO, 2011).  Os estudos geológicos para a exploração do petróleo, à medida que revelam sua importância, revelam também novos desafios. A exploração em larga escala global  dos hidrocarbonetos consequentemente leva à exploração em locais cada vez mais inóspitos, visto que as exumações antes comuns em terra (onshore) estão escassas,  o que exige muito esforço e tecnologias cada vez mais avançadas para a pesquisa. A geologia do petróleo é, portanto, de suma importância para o desenvolvimento destas tecnologias e para a localização bem sucedida de uma jazida em uma bacia,  e permite avaliar também a viabilidade econômica da exploração de uma jazida.


David de Sousa Cabral

Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA