Para se obter os derivados do petróleo presentes em nosso cotidiano, este deve passar pelo processo de refinamento. Entretanto, antes de ser refinado e por apresentar impurezas, o petróleo passa por processos físicos: Decantação e filtração. A decantação consiste na separação dos componentes da mistura pela diferença de suas densidades, é através desse processo que separa-se a água do petróleo, uma vez que o petróleo é menos denso que a água e por isso tende a ficar na parte inferior e o petróleo na parte superior. Já a filtração, consiste na passagem da mistura por um filtro ou malha fina que retém as partículas maiores.
O petróleo é uma mistura constituída por hidrocarbonetos. Porém, ainda não há procedimentos capaz de separar cada um desses hidrocarbonetos, posto que estes apresentam pontos de ebulição muito próximos , por isso o que consegue-se através de refinamento são frações dessa mistura mais simples.
Os processos utilizados para o refinamento do petróleo são: destilação fracionada, destilação a vácuo, craqueamento térmico ou catalítico e reforma catalítica.
O primeiro método utilizado é a destilação fracionada, na qual utiliza-se uma torre de destilação que possui até 50 pratos ou bandejas, sendo que cada uma apresenta uma temperatura diferente que vai diminuindo à medida que a altura aumenta, e na parte inferior encontra-se uma fornalha, onde o combustível é aquecido. Ao ser aquecido na fornalha, os componentes do petróleo vão passando para o estado gasoso, onde os mais pesados ficam no estado líquido, na parte inferior e os mais leves que estão no estado gasoso vão subindo no decorrer da torre de destilação e liquefazem-se quando atinge uma bandeja que apresenta uma temperatura menor que o ponto de ebulição destes. Assim, as frações são separadas e coletadas na bandeja que se liquefazem-se. Nesta parte do processo são obtidos principalmente gás, gasolina, nafta e querosene.
O próximo processo é a destilação a vácuo no qual as frações pesadas obtidas no processo anterior são submetidas a uma pressão de vapor menor que a pressão atmosférica. Desse modo, essas frações entram em ebulição em temperaturas menores que seus pontos de ebulição, o que impede que suas moléculas se decomponham, isto é, sejam quebradas. São obtidas novas frações que são mais pesadas, onde as moléculas possuem cadeias mais longas.
No craqueamento ocorre a quebra de moléculas longas formando moléculas menores. Esse processo permite que frações do petróleo que são vendidas por valores menores transformam-se em frações de maior valor comercial. A gasolina, por exemplo, antes era obtida uma porcentagem muito pequena desta em relação a demanda atual, e a partir do momento que começou a craquear esse problema foi solucionado, pois aumentou a qualidade e a quantidade de gasolina produzida. Há dois tipos de craqueamento: o craqueamento térmico e o catalítico. No craqueamento térmico ocorre a quebra das moléculas mais pesadas através de elevadas temperaturas e pressão. Por outro lado, o craqueamento catalítico diferencia-se do térmico apenas pelo uso de um catalizador.
Por fim, tem-se a reforma catalítica que consiste em reformar ou reestruturar as moléculas, transformando cadeias normais de hidrocarbonetos em cadeias ramificadas, cíclicas e aromáticas. Vale ressaltar que esse processo é de fundamental importância por permitir uma melhora na qualidade da gasolina, visto que quanto mais ramificações, cadeias cíclicas e aromáticas, melhor será o desempenho da gasolina nos automóveis.
Thaíny Sodré
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA
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