sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E A PRODUÇÃO MAIS LIMPA

O petróleo é muitas vezes visto como um inimigo do meio ambiente, assim como a mineração e outros processos. É cada vez mais necessário o cuidado com o planeta Terra, e ao falar em emissão de gases de efeito estufa e gerenciamento de resíduos, a indústria do petróleo fica sob os holofotes da opinião pública mundial. Para uma melhor gestão ambiental, é necessária uma maior eficácia no uso de matérias-primas, através da não geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados em todos os processos produtivos, em especial o petrolífero.  Esse é o conceito de Produção Mais Limpa e, se aliado à indústria do petróleo, permite um aumento da eficiência econômica, da competitividade e lucratividade das empresas.
 Um resíduo comumente citado na produção de petróleo é a água produzida, subproduto da extração de petróleo a qual vai gradativamente aumentando seu volume à medida que os poços vão envelhecendo e que novos poços são perfurados. Essa água produzida é a fase líquida que é gerada num poço de produção misturada à fase de óleo e/ou gás da operação de produção. Para a disposição final dos resíduos é encontrada uma dificuldade no tratamento da água, já que ela é principalmente composta por produtos químicos tóxicos, sais inorgânicos e metais pesados.
 Algumas pesquisas foram feitas para Produção Mais Limpa para o reuso da água produzida, tais como:
●     Controles tradicionais na produção de água: controlar a produção de água e recuperar o potencial produtor do poço;
●     A água produzida pode ser descartada adequadamente: tratamentos básicos de acordo com a legislação vigente, como remoção de óleo residual, de gases, de sólidos suspenso e eliminação de bactérias;
●     Utilização da AP nos processos de injeção para recuperação secundária: realizado um tratamento preliminar da água para compatibilidade com água da formação;
●     Melhoria na qualidade injetada: adequação a zona de injeção, uso de polímeros e tratamento de zonas produtoras pode contribuir para a diminuição no volume da água produzida e em maior produção de óleo;
●     Utilização para irrigação: após tratamento adequado, a AP para irrigação pode suplementar as reservas de águas de regiões de baixo índice pluviométrico.

Algumas dessas técnicas podem ser indicadas como de alto custo, mas com certeza evitarão gastos futuros muitas vezes desnecessários, e gerarão lucro. Na realidade, a redução de resíduos deve estar contida na operação da empresa. As empresas que aderem ao modo de Produção Mais Limpa e as compreendem de forma adequada têm reconhecimento tanto na esfera social e ambiental quanto na esfera econômica, e ficam a frente de outras no cenário industrial. 

Helena Fróes
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Qualificações necessárias para trabalhar como engenheiro de petróleo

A engenharia de petróleo é um curso muito procurado em algumas partes do Brasil. Esta procura tem como principais motivos o alto salário que a profissão oferece e a descoberta do Pré-Sal que no futuro necessitará de uma grande quantidade de funcionários da área. Mas para seguir a profissão, aqui vão algumas observações sobre o que se deve saber antes de escolher a profissão:

1- Disponibilidade para viagens:

Se você é aquela pessoa que detesta viajar, seja de barco ou de avião, engenharia de petróleo não é aconselhado. Por ter que trabalhar em algumas plataformas que são longe de casa ou embarcado, é necessário fazer pequenas viagens. Além de estar sempre disponível para as empresas, caso sejam necessários os seus serviços em determinado local, podendo até ter que sair do país.

2- Saudades de casa:

Como consequência do 1º item, a saudade de casa e da família será um costume. Em algumas plataformas, alguns tipos de engenheiros têm que trabalhar embarcado, passando 14 dias em serviço e 21 dias em casa. Esse tempo varia de uma empresa para outra.

3- Mente aberta para outras culturas:

Em empresas internacionais de petróleo, você encontrará pessoas de todas as culturas. É comum ouvir em palestras de profissionais da área, que você deve ter sempre a mente aberta para pessoas de outros países que tem um costume diferente do seu, e nunca tenta impor hábitos que para você seja comum.

4- Saber inglês:

Inglês é a língua mais falada em todo o mundo e em empresas internacionais é obrigatório o conhecimento da língua. Afinal, você precisará se comunicar com pessoas de vários países, e a boa comunicação é essencial. Não é obrigatório um inglês avançado, mas um nível que te permita entender conversas e diferentes sotaques.

5- Gostar de desafios e solucionar problemas:


Um espírito de liderança é muito desejado pelas empresas de qualquer área, e petróleo não fica fora deste item. Um engenheiro tem que solucionar vários tipos de problemas, e de preferência, de forma que a empresa gaste menos dinheiro. Além da grande quantidade de desafios que a área exige.

6- Ser comunicativo e saber trabalhar em grupo:

Em várias entrevistas de emprego, observará que precisará participar de uma entrevista e de trabalhos em grupo. Trabalhe bastante sua comunicação e a capacidade de fazer apresentações, será bastante requisitada. Apesar da capacidade de liderança ser olhada com bons olhos pelos chefes, o engenheiro deve saber trabalhar em grupo, criar e manter um bom ambiente de trabalho e ouvir opiniões dos outros colegas.
Se você atende a todos estes itens, ou acha que poderá atender a todos até o final do curso de graduação, engenharia de petróleo pode ser sua área ideal. Aconselho também que antes de entrar no curso, procure entrevistas e matérias sobre a profissão na internet. Engenharia de petróleo é uma área muito promissora, mas para o profissional que está bem preparado.


Raphael Vasconcelos 
Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Curiosidades sobre o mundo do petróleo

1- Maior plataforma do mundo

Ela começou a ser construída em 1991 em um estaleiro na beira de um fiorde e foi transportada durante 7 dias até sua localização atual. Também foi considerada o maior transporte de uma estrutura já feita!
Possui 472 metros de altura (mais alta do que era o World Trade Center), usou-se 15 vezes mais aço do que o usado na construção da torre Eiffel – cerca de 100 mi toneladas de aço- além de 245 mil metros cúbicos de concreto.
                                                                                  
2- Primeiro poço moderno

Em Bibi-Heybat, próximo a Bacu, no Azerbaijão, foi o primeiro poço moderno em 1846. O Azerbaijão foi o maior produtor de petróleo no século XIX e no final desse sua produção era de mais da metade da produção mundial





















3- Campos de petróleo perigosos:

Confira a lista dos dez campos mais perigosos do mundo, na opinião da GRFA (Aliança Global para combustíveis Renováveis – em inglês).

Dez campos de exploração de petróleo mais perigosos do mundo
Campo
Justificativa da GRFA
1) Golfo do México, Estados Unidos
"O vazamento irá marcar um dos piores desastres de petróleo já ocorridos".
2)  Margaret River, Austrália
"A exploração recentemente autorizana na costa é no mesmo lugar que já foi reconhecido como potencial santuário marítimo".
3) Refúgio Nacional de Vida Silvestre do Ártico
"A área é a mais diversificada ecologicamente do Alasca. Não há plano adequado para responder a um blow out (acidente)".
4) Bacia Orphan (Noroeste do Canadá)
"Localizado a 430 quilômetros da província de Sr. John's, a petroleira Chevron perfura o mais profundo poço de petróleo em águas canadenses. A exploração a mais de 2500 quilômetros de profundidade começou em maio deste ano e é mundialmente considerada uma prática de riscos".
5) Mar doTimor, Austrália
O campo já foi palco de um dos piores desastres petrolíferos do país. " A empresa não tinha o equipamento de prevenção de blow out no mar. A área é casa de diversas espécies. A exploração continua atualmente".
6) Mar do Norte, costa oeste das ilhas Shetland
"As companhias continuam perfurando em águas ultraprofundasem condições extremas.No começo do ano, o governo britânico concordou em oferecer milhões de libras de benefícios fiscais para as empresas petrolíferas que exploram águas ultra-profundas ao largo da costa".
 
7) Nigéria, Delta do Níger
"Operações na região já derramam  tanto óleo desde 1969 quanto o quanto o acidente do Exxon Valdez em 1989, nos EUA".
8) Rússia, Mar de Okhotsk
 
"Localizado ao norte do oceano Pacífico, o mar está sujeito a ventos fortes, intensas nevadas, icebergs e pouca visibilidade".
9) Brasil, Bacia de Santos
 
"Gigantes do petróleo no Brasil querem explorar a região, mas cientistas e geólogos dizem que eles não sabem onde estão se metendo".
10)Alasca, Chukchi e Beaufort Seas
 
"A área tem localização remota, sujeita a intensas nevascas e baixa visibilidades. Cientistas ainda estudam formas de controlar a propagação de petróleo em águas geladas. Reagir a um acidente seria virtualmente impossível

Carolina Magalhães Brandão
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA)

A empresa teve sua criação autorizada través da Lei nº 12.304, de 2 de agosto de 2010 após a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 309/09 pelo plenário do Senado, em 7 de Julho de 2010.
É uma empresa pública, sob a forma de sociedade anônima, denominada Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. - Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com prazo de duração indeterminado. A PPSA terá sede e foro em Brasília e escritório central no Rio de Janeiro. 
Conforme artigo de criação, a PPSA tem por objeto a gestão dos contratos de partilha de produção celebrados pelo Ministério de Minas e Energia e a gestão dos contratos para a comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União. 
Seu primeiro presidente, nomeado pelo então Ministro de Minas e Energia, será o engenheiro mecânico Oswaldo Pedrosa Junior. A empresa que, até então, possuía apenas cargos comissionados, passará a admitir funcionários por concurso público a partir de 2015.
Emirlayne R. Militão do Carmo                                                                                                 Graduanda em Engenharia de Minas - Habilitação: Petróleo - UFBA