sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Plataformas Auto Eleváveis


As plataformas auto eleváveis se tornou o tipo mais comum de plataforma, na exploração, perfuração e no desenvolvimento de campos de petróleo devido a sua praticidade de locomoção e fixação, assim garantindo um ambiente estável em comparação com outros tipos de sonda de perfuração offshore. 
Estas plataformas são caracterizadas por grandes pilares de aço, que ao chegarem ao local determinado são acionadas hidraulicamente ou mecanicamente até atingirem o fundo oceânico. 
Logo após, inicia-se a elevação da plataforma acima do nível da água, a uma altura segura e fora da ação das ondas.
As plataformas auto eleváveis podem  chegar a uma profundidade de 130 metros, quando houver necessidade de perfurar locais com profundidade maior que a capacidade desta plataforma é necessário usar um outro tipo de sonda, o navio sonda e a plataforma semi submersível são as mais indicadas para as operações de exploração e desenvolvimento nesses casos. 
Na ausência das pernas as plataformas auto eleváveis tem a capacidade de flutuar, tornado o seu transporte mais fácil. Se o projeto envolver três ou quatro pernas, existem dois tipos principais de pernas que podem ser utilizados. O primeiro são as pernas tipo “open-truss”, que possuem um design que lembra torres de transmissão de energia elétrica. Estas estruturas são feitas de seções tubulares de aço que são entrecruzadas, tornando-as mais fortes, apesar de leves. O outro tipo de pernas é o em forma de colunas (columnar legs), que são enormes colunas feitas de aço. Enquanto as pernas colunares são mais baratas as pernas “open-truss” na hora da fabricação, elas são menos estáveis e não podem se adaptar tão bem às condições extremas encontradas em alto mar como as “open-truss”.


Jameson Magno Sousa Santos
Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Os Benefícios do Petróleo no Desenvolvimento Social

Nosso corpo necessita de energia. Sem a energia produzida por ele não funcionaríamos, pois é com ela que conseguimos pensar, respirar, trabalhar. A demanda por petróleo como principal fonte de energia é apenas um espelho na sociedade dessa necessidade do nosso próprio corpo. 
Muitos produtos têm como base os derivados do petróleo. Mesmo sendo uma energia não renovável, é usado para produção de eletricidade, como combustível para a maioria dos meios de transporte e vários usos domésticos, e também para produzir plástico, sem os quais a nossa sociedade seria muito diferente de como a conhecemos. O petróleo e sua indústria geram muitos empregos, estimulam o avanço tecnológico (sem ele o modo de produção atual seria inviável) e, falando em Brasil, auxiliam no incentivo à indústria nacional. O setor naval, por exemplo, está sendo fomentado, ainda mais com a exploração do pré-sal. Está havendo aumento da frota naval nacional, o que gera mais empregos, renda e desenvolvimento socioeconômico. Além disso, os royalties repassados para a sociedade são de grande importância, pois alia o desenvolvimento industrial ao social. 
A Petrobras, por exemplo, criou o Programa Cultivar, “criado para aumentar a produtividade e incentivar o cultivo de plantas oleaginosas que podem ser usadas para produzir biodiesel, como mamona, girassol, soja e palma de óleo (dendê)”. Os agricultores que forem cadastrados no Cultivar são visitados por técnicos a fim de aprenderem mais sobre cultivo, segurança, e otimização da produção. A Petrobras contrata esses agricultores e compra a produção pelo preço do mercado. Esse material, depois, segue para a empresa BioÓleo, que é a responsável pela extração do óleo destes produtos. Outro exemplo de responsabilidade social é o incentivo que a Petrobahia dá ao esporte e à cultura. A empresa, em parceria com o Governo da Bahia, patrocina atletas de diversas modalidades através do Programa Faz Atleta. Ainda com o governo, através do Programa Faz Cultura, dá apoio ao projeto Fala Menino (publicação de livros infantis com temas de cidadania) e outros.
Outras empresas têm seus compromissos sociais divulgados e os exercem, o que é muito importante para a sociedade. O petróleo em si já é um grande fator de desenvolvimento, já que é matéria prima essencial em setores de base da nossa indústria. Além disso, o padrão de consumo atual seria totalmente diferente sem o petróleo, petroquímicos e derivados. É difícil imaginar a vida sem carros, navios, aviões, máquinas agrícolas, plásticos, maquiagens, e muitos outros produtos. Por esses e outros motivos é que o petróleo ganhou o apelido de “Ouro Negro”.


Helena Fróes
Graduanda em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Geopolítica do Petróleo

A geopolítica do petróleo remete a dinâmicas políticas e cenários que se referem ao principal recurso natural da atualidade, o “ouro negro”, responsável por diversos conflitos político-ideológicos, e até mesmo guerras. A versatilidade do uso dos derivados do petróleo, como na geração de energia, na produção de plástico, solventes, tintas, etc., intensifica a realização de buscas por novas jazidas no mundo, buscas estas feitas especialmente pelos países desenvolvidos, que apresentam um elevado consumo e cujas reservas territoriais não satisfazem a demanda interna, ocasionando a forte importação. É nesse aspecto que a situação torna-se delicada. O petróleo, símbolo de progresso e riqueza das nações desenvolvidas, não fornecia aos países com as maiores reservas os mesmos benefícios. 

- A Europa e o Oriente Médio -
Pensar no Oriente Médio ao se falar em petróleo é quase automático. A região, extremamente rica em óleo, passou a ser extremamente explorada no final do século XIX por nações europeias; a cobiça foi estimulada pelo imperialismo vigente, e os países europeus buscavam dominar economicamente essas nações, e assim ampliar seus mercados e se apossar de suas reservas petrolíferas. Essa expansão e exploração massiva é responsável por agravar disputas territoriais e étnico-culturais que se vêem atualmente,visto que as fronteiras dos países da região do Oriente Médio- especialmente os países localizados no Golfo Pérsico-  foram bastante alteradas, conforme a necessidade de se produzir mais petróleo aumentava, e até mesmo o caminho para se transportar o óleo até o continente europeu foi também simplificado através do canal de Suez.
- Os Estados Unidos-

Passada a segunda guerra, a dominação antes exercida pelos países europeus sobre os países do oriente médio passa agora a ser exercida pelos EUA, que em meados do século XX teve um crescimento exponencial devido a produção petrolífera interna (que teve um grande desenvolvimento no fim do século XIX com uma grande contribuição de John Rockfeller), a evolução industrial e a acordos feitos durante a guerra. Os governos orientais sofreram grande influência dos norte-americanos, e medidas foram tomadas para que as petroquímicas estadunidenses penetrassem a região. Como consequência desse processo, pode-se citar: intervenções militares no Iraque,no Kwait e na Líbia. Vale ressaltar também que a região também era de interesse dos EUA devido a sua influência na Guerra Fria.
- A Guerra do Yom Kippur-
 Foi nesse contexto de Guerra Fria que em 1973, Israel, Egito e Síria conflitaram-se. Israel possuía apoio americano, enquanto a Síria era suportada pela ex-URSS, e Israel possuía regiões antes pertencentes ao Egito e a Síria, conquistadas na Guerra dos Seis Dias. Como retaliação, Egito e Síria aliaram-se e atacaram Israel no feriado de Yom Kippur. Mas quais as consequências dessa guerra no mundo do petróleo? Acontece que a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também “atacou” o mercado de exportação, boicotando os estados aliados a Israel, elevando o preço dos barris e bloqueando suas produções. Esse episódio ficou conhecido como o primeiro choque do petróleo, e causou o pânico e uma procura desesperada por petróleo não-árabe nos países desenvolvidos.
Como pode-se notar, a sede por controlar o mercado do petróleo ocasionou no decorrer da história do mundo conflitos, alterou fronteiras, e ceifou vidas, revelando uma realidade confusa e muito ligada a economia. Com a descoberta da camada de pré-sal no Brasil, as atenções mundiais se voltaram ao país, e não se pode afirmar como a sua exploração influenciará nas relações diplomáticas globais num futuro próximo, o que pode-se fazer, portanto, é aguardar uma realidade com certeza diferente da atual.


David de Sousa Cabral
Graduando em Engenharia de Minas e Petróleo - UFBA

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

NOTAS DE CORTE CURSOS DE ENGENHARIA UFBA-2014



A Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia foi fundada em 1897, possuindo mais de 117 anos de tradição.  É responsável pela formação de engenheiros, nos devidos cursos:


 
Atualmente, o ingresso na Universidade é feito através do SISU- SISTEMA DE SELEÇÃO UNIFICADA (acesse o site) . Abaixo possuímos as notas de corte do ultimo ENEM para os cursos de Engenharia da escola.



Desejamos boa sorte aos futuros engenheiros e colegas.

Para mais informações sobre a escola politécnica,clique.