O SPE Student Chapter UFBA divulgou hoje os primeiros resultados do Mapeamento das Instituições Ensino Superior (IES) na Área da Engenharia de Petróleo no Brasil. O estudo, ainda em fase inicial, pretende reunir informações sobre todos os programas de graduação e pós-graduação em petróleo fornecendo subsídios para criação de uma rede de integração entre esses estudantes.
“O primeiro passo para criar subsídios para integração dessas instituições é saber onde elas estão e como elas funcionam.”
O estudo está utilizando a plataforma e-MEC, um sistema eletrônico do Ministério da Educação que permite o acompanhamento dos processos que regulam a educação superior no Brasil.
A primeira fase da pesquisa, que pretendia identificar todas as IES com o curso de Engenharia de Petróleo e/ou Engenharia de Petróleo e Gás, determinou que no Brasil existem 43 instituições cadastradas no MEC, nessa modalidade de graduação, sendo 4 extintas e 39 em atividade. Dessas 39 ativas, apenas o Centro Universitário FACEX (UNIFACEX) do Rio Grande do Norte e o Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (UNIMSB) do estado do Rio de Janeiro foram excluídos da pesquisa, por não apresentarem informações sobre o curso em suas mídias digitais e/ou por contato telefônico.
Observa-se ainda que, tendo em vista as limitações da plataforma, não foi possível identificar as Universidades que possuem Engenharia de Petróleo como uma habilitação, como é o caso da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde a habilitação de Petróleo está inserida no curso de Engenharia de Minas, e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde está inserida em Engenharia Mecânica, entre outros.
O estudo evidenciou a concentração de IES nas regiões Sudeste e Nordeste, com respectivamente 22 e 12 instituições, em contraste com as 2 instituições da região Sul e 1 da região Norte. Não há registro de instituições privadas fora da região Nordeste e Sudeste.
Nota-se, ainda, que a maior concentração de IES ocorre nos Estados que historicamente foram ou são maiores produtores de petróleo, sendo eles: Rio de janeiro, com 12 instituições; São Paulo e Espírito Santo, com 5; Rio Grande do Norte e Bahia, com 3 IES.
No quesito custo, em 2013, a graduação em Engenharia de Petróleo sai em média no Brasil, nas IES privadas, R$ 980.00, novecentos e oitenta reais por mês, não havendo muita variação entre as regiões. A mensalidade mais baixa é de R$ 548,96 no Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo (Estácio UNIRADIAL), em São Paulo, e a com custo mais elevado é da Pontifícia Universidade Católica do Rio De Janeiro (PUC-RIO), com R$ 2.745,00 mensais.
Na próxima fase do estudo pretende-se determinar quais universidades possuem a habilitação de Petróleo inserida em outros cursos de Engenharia e posteriormente correlacionar com os dados das instituições cadastradas junto a Society of Petroleum Engineers.
Contato: ferrertiago@gmail.com
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