Causas da queda acelerada no preço do petróleo e seu reflexo
na Pretobras
Recentemente a repentina queda no valor do petróleo ganhou
destaque, com o barril a custo de US$40,
sendo o menor preço registrado nos últimos seis anos. Mas o que aconteceu no mundo para que isso
ocorresse? Com novas tecnologias
desenvolvidas na America do Norte, políticas protecionistas dos Países árabes e uma queda na demanda principalmente na
Europa e na asia o preço do barril desceu ladeira abaixo. Esse fato surpreendeu a Petrobras que se declarou
despreparada a respeito.
Com o aprimoramento das técnicas de exploração os EUA conseguiram
explorar reservas de xisto que antes eram inviáveis, e passaram a ser produtivas,
levando o país a um patamar de superpotência petroleira. Em resposta a isso, uma das principais reguladoras de Petróleo do
mundo, a OPEP, decidiu reduzir o valor do barril paulatinamente
desde novembro do ano passado, pretendendo
assim eliminar a coocorrência do xisto Norte americano. Além disso, houve uma queda na demanda vinda dos Países
europeus e asiáticos que são potenciais mercados de consumo desse bem.
A Petrobras sentiu o impacto desse fato. Com esse preço do barril, a rentabilidade dos projetos de desenvolvimento
do pré-sal ficaram prejudicados, já que
o orçamento para tornar a produção viável foi pautada no intervalo de US$ 45 a
UR$52 por barril. A consequência da perda do mercado estadunidense rendeu ainda
um aumento dos derivados de Petróleo no mercado interno, que se encontra a quase 70% acima do preço Internacional.
Essa crise gerou insatisfação na população brasileira, que sentiu no bolso os efeitos adotados pela
Petrobras para amenizar os danos na economia.
Por outro lado, alguns países se beneficiaram disso, é o caso da China e
das Filipinas, que estão aproveitando as
circunstâncias pra reorganizar sua economia que estava desacelerada. O petróleo
segue em baixa, apesar de ter oscilações
de crescimento e decrescimento.
Mariane Oliveira Rodrigues de Souza
Graduando em Engenharia de Minas